Marcio Marino

professor e escritor, especialista em problema climáticos
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15 mai 2010

” DESERTIFICAÇÃO ”

Quando criança fazíamos pegadinhas com o nome dos filmes. Quando perguntavam qual o nome do filme em cartaz dizíamos “Alface Oculta”, “Poeira em Alto Mar” e outros que considerávamos escruxulos. Hoje, adulto e conhecedor de alguns problemas ambientais sérios, vejo que a brincadeira da poeira não tinha nada de brincadeira. Temos poeira em toda a atmosfera, em quantidade preocupantes e em toda parte do planeta.
Tempestades de areia geradas no Saara do Chade empoeiram o mundo todo. Lá no país de origem o fenômeno chega a durar dias, complicando a vida das pessoas e gerando enormes prejuízos em todas as atividades humanas , e morte de animais. As poeiras do Chade são encontradas desde a Antártida até o Mar Glacial Ártico, passando por todos os picos nevados em todas as latitudes. No fundo dos mares encontramos microorganismos advindos dessas poeiras atacando corais e algas.
Com o aquecimento global e o aumento de áreas desérticas, teremos nuvens de poeiras de toda a África e de outros desertos, desde o Atacama até os da Mongólia.
O grande problema é que essas nuvens de poeira viajam pela atmosfera terrestre trazendo e levando vírus, bactérias e outros microorganismos de todas as espécies. As doenças estão sendo maos globalizadas que imaginamos.
omo éramos felizes quando garotos e desconhecíamos os danos causados por nossos pais e avós, que ignoravam problemas futuros causados por suas gerações! Sei hoje que o Saara já foi úmido até o século II a.C., sei também que temos que reverter uma série de fenômenos, que causamos por nossa

15 maio, 2010 às 18:28 por marcio-marino

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4 mai 2010

” FIM DA LINHA “

No mercado Tsukiji do Tóquio são leiloados todos os dias toneladas de pescados dos mais apreciados em todo o globo.
Se existe leilão é porque os peixes ali vendidos são raros. Melhor dizendo: os peixes dos oceanos ali leiloados são raros, pois estão em extinção. Se a oferta desses peixes fosse normal sua oferta não seria leiloada e sim vendida normalmente. Sabemos que 90% de todos os peixes grandes dos oceanos foram consumidos e que a partir de 2040 não existirá mais a profisão de pescador, pois nada mais terá a ser pescado.
Muito se fala em preservação, ambientalismo, conservação, sustentabilidade, poluição e outrostermos que podemos relacionar ao meio ambiente.
Muitas espécies vegetais e animais estão em extinção. Algumas como: gorilas, elefante asiático, rinoceronte negro, urso polar, bagre do Mekong, ararinha azul, peixe boi e uma série de seres vivos, estão no limiar da extinção.
Muito se fala em exploração sustentada, mas pouco se faz. As pessoas que realmente se interessam pela vida na Terra deveriam se alinhar e fiscalizar com rigidez, exigindo e auxiliando órgãos como a Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO).
No Brasil, pouco se faz em termos de fiscalização. Não podemos contar com órgãos governamentais com posições dúbias. Sugerimos que as iniciativas particulares fossem mais ajudadas. Uma boa idéia é nos alinharmos com a SOS Mata Atlântica, Fiscais da Natureza e outras, envolvidas seriamente com a preservação. Dexemos de lado nossas idéias e passemos a atitudes. Podemos usar a internet, protestos em locais propícios, manifestações pacíficas pressionando os responsáveis por decisões políticas e dirigentes de entidades internacionais. Se necessário devemos fiscalizar pessoalmente ou em grupo.
Se continuarmos como estamos, brevemente teremos um Planeta doente, sem vidas, frágil, com uma enorme população de miseráveis e doentes.
www.mundagua.com.br

4 maio, 2010 às 23:27 por marcio-marino

Tags: Fiscais da Natureza, Revista Viverde
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3 mai 2010

” 2012, OS MAIAS E A ATUALIDADE “

O Império Maia estava localizado onde hoje estão: Hnduras, Guatemala, El Salvador e parte do México na península Yucatán. Os mais tinham o hábito de construir grandes cidades para celebração das cerimônias a seus Deuses. Nessas cidades residiam apenas dirigentes e sacerdotes. As cidades maias eram tomadas na época de suas festividades e rituais por grande multidão, composta entre 50 a 100 mil pessoas.
Para construírem suas cidades, no apogeu de sua civilização, entre os séculos VI a IX d.C consumiram grande parte de suas florestas. Exatamente como hoje, após devastarem as florestas, seu povo vivia essencialmente da agricultura, com o cultivo do milho, feijão, abóbora e pimenta exauriram suas terras, pois os animais da região se resumiam em perus e cachorros. Seus solos pouco profundos despensavam o uso do arado.
Além de solos pouco profundos e com a derrubada das matas, a produção de alimentos era muito sensível. Dependia de épocas boas de chuvas e da rotação entre a cultura e abandono de áreas tomadas por vegetação nativa, que ficavam em desuso para a posteridade voltarem a produzir.
Pesquisas modernas indicam que a civilização Maia desapareceu por falta de comida e pelo hábito arraigado da guerra, particularidade de sua cultura. Sabemos ainda, que o solo impermeável não permitia o acúmolo de água no subsolo, mas que era compensado por uma boa estrutura de conservação de águas pluviais, desenvolvida por seus sacerdotes, que eram também guardições de suas ciências. Todavia a civilização não suportou uma grande seca.
A história deveria servir de exemplo do que se deve e do que não se deve fazer. O legado dos Maias é de que guerras e desmatamentos só geram desgraças e mortes. Deixaram também a previsão dos desastres que ocorrerão no ano de 2012. Será que nossos dirigentes não percebem que a devastação da floresta Amazônica, cujo solo não é fértil, caminha para o mesmo fim?

www.marciomarino.com.br – Autor do Livro “A Vingança da Natureza”

3 maio, 2010 às 0:44 por marcio-marino

Tags: Meio ambiente
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1 mai 2010

” AMBIENTAL EXPO 2010 “

Terminada a Segunda Feira Internacional de Equipamentos e Soluções para o Meio Ambiente (27 a 29 de abril de 2010), onde importantes informações e novas tecnologias foram apresentadas, é hora de se fazer o rescaldo.
O que podemos dizer sobre uma feira importante, que conclusões tirarmos, qual a contribuição do evento e o efeito causado em seus visitantes; em grande maioria estudantes?
Em primeiro lugar notamos a ausência de mais empresas de saneamento ou de meio ambiente do governo. A preocupação dos visitantes está em adquirir papelada, que mais tarde pode se transformar em pesquisa de sei interesse ou de sua empresa.
Muitas informações foram passadas, mas o aproveitamento dessas informações em ambiente muito concorrido, onde maior interesse das empresas é vender, os visitantes, em especial os estudantes, acabam não assimilando os novos e atualizados conceitos que deveria ser a tônica para a população. A maioria não percebe que antes de tudo a Feira é um Evento Comercial.
O pessoal da Mundagua participou do evento com a preocupação de divulgar suas palestras gratuitas e saber o que de novo temos no mercado.
Marque uma palestra gratuita em seu estabelecimento de ensino ou em sua ewmpresa. Conheça as reais necessidades de se trabalhar e estudar o meio ambiente.

www.mundagua.com.br – www.marciomarino.com.br

1 maio, 2010 às 18:53 por marcio-marino

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1 mai 2010

” MEIO AMBIENTE “

Por definição podemos dizer que: meio ambiente é o conjunto de fatores exteriores que agem de forma permanente sobre ao seres vivos, aos quais organismos devem se adaptar e com os quais têm de interagir para sobreviver. Ou ainda: Conjunto de forças que cercam e influenciam os seres vivos e os objetos em geral e conjuntos de condições termométricas de um local onde seres se adaptam no correr dos séculos.
Exemplificando: se transportássemos uma comunidade de tuaregues, que vivem no Saara equatorial, para um país frio como a Islândia, certamente estes morreriam de frio ou doenças respiratórias, por estarem habituados a um clima completamente diverso, com hábitos alimentares específicos e outras condições.
Da mesma maneira se deslocássemos uma aldeia de esquimós para a África equatorial estes contrairiam uma série de doenças tropicais que seus organismos não estão adaptados, além do calor que os desidratariam e lhes seria insuportável. Não se levando em conta somente os fatores térmicos e hidrológicos, ambas as populações seriam vítimas de migroorganismos nativos cujos sistemas imunológicos não estão adaptados a combater.
Existem dois tipos de meio ambiente: abiótico e biótico.
O meio ambiente abiótico é constituído por fatores ambientais sem vida, tais como: água, vento, salinidade, luz do sol, temperatura, umidade, radiação, solo, e etc…É constituído de objetivos e forças que se influenciam entre si e influenciam as comunidades de seres vivos que os cercam e que se adaptam as estas condições desenvolvendo-se e evoluindo.
O meio ambiente biótico inclui: alimentos, nascimentos, mortes, plantas, animais, microorganismos; e suas relações com o meio ambiente abiótico.
Ambos os sistemas se interagem para criar o meio ambiente propriamente dito.
Ambos os sistemas se interagem para criar o meio ambiente propriamente dito.
A sobrevivência e o bem estar do homem dependem grandemente dos alimentos que se come, tais como frutas, verduras, legumes, e carne. Dependem igualmente de suas associações com outros seres vivos. Por exemplo: algumas bactérias do sistema digestivo do homem que o ajudam a digerir certos alimentos.
A corrente de um rio, a temperatura, a limpidez da água e sua composição química, influenciam toda sorte de animais e plantas que ali vivem. Sem a salubridade desses sistemas não haveria vida.

1 maio, 2010 às 18:15 por marcio-marino

Tags: estudos do meio ambiente
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